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quinta-feira, junho 08, 2006

INTRODUÇÃO GERAL

Ao refletir-se sobre as grandes questões da teologia cristã logo se percebe que muitas delas já foram tratadas. É quase impossível fazer-se teologia, como se isso nunca tivesse sido feito antes. Há sempre a atitude de se olhar para trás, para ver como as coisas foram feitas no passado e quais as respostas que foram dadas. Parte da noção de “tradição” está na disposição de levar a sério a herança teológica do passado. Karl Barth expressa essa idéia de uma forma contundente à medida que nota, nos debates teológicos do presente, a contínua importância das grandes celebridades teológicas do passado:

"Não podemos permanecer na igreja sem assumir tanto a responsabilidade pela teologia do passado, quanto pela teologia do presente. Agostinho, Tomás de Aquino, Martinho Lutero, Schleiermacher e todos os demais não estão mortos, mas vivem. Eles ainda falam e exigem ser ouvidos como vozes vivas, tão certo quanto sabemos que, eles como nós, pertencemos à mesma igreja".


Logo, é de grande importância o leitor se familiarizar com o passado cristão, que fornece pontos de referência vitais para o debate atual.

A parte I desta obra tem por objetivo fornecer uma visão geral do desenvolvimento da teologia cristã, identificando períodos, temas e pessoas de vital importância e que contribuíram para esse processo de evolução. Atenção especial será dada aos progressos ocorridos a partir do Renascimento, pelo fato desses ter tido o maior impacto sobre a moderna teologia ocidental. Entretanto, a avaliação de, aos menos, alguns aspectos do desenvolvimento da teologia, nos períodos patrísticos e medieval, representa um material de fundo indispensável ao estudo diligente da teologia moderna. Assim, a presente obra tem como objetivo fazer uma avaliação geral de alguns dos aspectos de maior importância que estão relacionados a essas eras, incluindo os seguintes:

- A localização geográfica dos centros de pensamento cristão;
- As questões teológicas em debate;
- As escolas de pensamento associadas a essas questões teológicas;
- Os principais teólogos de cada período e suas questões específicas.

Os seguintes períodos de formação são considerados nessa breve avaliação do desenvolvimento da teologia cristã:

- O período patrístico, c. 100-451 (capítulo 1);
- A idade Média e o Renascimento, c 1050 – c. 1500 (Capítulo 2);
- Os períodos da Reforma e do pós-Reforma, c. 1500 – c. 1750 (Capítulo 3);
- O período moderno, c. 1750 até os dias atuais (Capítulo 4);


Ficará evidente a dificuldade de traçar linhas divisórias nítidas entre muitos desses períodos; por exemplo, as relações entre a Idade Média, o Renascimento e a Reforma são controvertidas, e alguns acadêmicos entendem que os dois últimos períodos são uma continuação do primeiro, embora outros os vejam como períodos totalmente distintos um do outro. O leitor deve perceber que todas as divisões da história tendem a apresentar um certo grau de arbitrariedade.

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