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quarta-feira, junho 07, 2006

RENASCIMENTO (OU RENASCENÇA)


Foi um movimento cultural e simultaneamente um período da história Européia, considerado como marcando o final da Idade Média e o início da Idade Moderna. O Renascimento é normalmente considerado como tendo começado no século XIV na Itália e no século XVI no norte da Europa. Também é conhecido como Rinascimento (em italiano).



O ESPÍRITO RENASCENTISTA

O Renascimento está associado ao humanismo, o interesse crescente entre os acadêmicos europeus pelos textos clássicos, em latim e em grego, dos períodos anteriores ao triunfo do Cristianismo na cultura européia. No século XVI encontramos paralelamente ao interesse pela civilização clássica, um menosprezo pela Idade Média, associada a expressões como "barbarismo", "ignorância", "escuridão", "gótico", "noite de mil anos" ou "sombrio" (Bernard Cottret).

O seguinte extracto de Pantagruel (1532), de Rabelais costuma ser citado para ilustrar o espírito do renascimento:

"Todas as disciplinas são agora ressuscitadas, as línguas estabelecidas: Grego, sem o conhecimento do qual é uma vergonha alguém chamar-se erudito, Hebraico, Caldeu, Latim (...) O mundo inteiro está cheio de académicos, pedagogos altamente cultivados, bibliotecas muito ricas, de tal modo que me parece que nem nos tempos de Platão, de Cícero ou Papinianus, o estudo era tão confortável como o que se vê a nossa volta. (...) Eu vejo que os ladrões de rua, os carrascos, os empregados do estábulo hoje em dia são mais eruditos do que os doutores e pregadores do meu tempo".



A ORIGEM DO TERMO

A palavra francesa, também usada pelos ingleses, "Renaissance", foi cunhada pelo historiador francês Jules Michelet e posteriormente usada pelo historiador suíço Jacob Burckhardt no século XIX.

Este termo foi usado em contraste com a "idade das trevas", um termo cunhado por Petrarca, referindo-se à Idade Média. Após a introdução por Petrarca, o termo foi considerado apropriado porque, durante o renascimento, a literatura e a cultura clássicas das antigas civilizações da Grécia e de Roma foram adotadas pelos acadêmicos e artistas na Itália, e disseminados extensamente através da imprensa. Durante o último quarto do século XX, no entanto, um maior número de acadêmicos começaram a achar que o Renascimento pode ter sido apenas um entre outros movimentos. A vida cultural deixou de ser controlada pela Igreja Católica e foi influênciada por estudiosos da Antiguidade greco-romana chamados de humanistas.


RENASCENÇA COMO MOVIMENTO (1400 – 1600)

A Renascença se iniciou na Itália graças à sua localização central no Mar Mediterrâneo. Ela se tornou o cento do comércio entre Europa e Eurásia, e assim, um ponto de difusão cultural entre os europeus e muçulmanos. Além disso, a Itália era o lar de muitas famílias ricas dispostas a financiar a cultura. A família Médici dominou Florença e patrocinou as artes e as ciências. Esses aristocratas, entre outros, pagariam às pessoas para aprenderem e criarem para eles, difundindo o conhecimento nas classes inferiores. Com esse renascimento do intelecto, surgiu um maior interesse nas antigas culturas Grega e Romana que inspirou o ressurgimento do Classicismo.

A Renascença Italiana é dividida em três fases principais: Proto ou Pré-Renascença, Alta Renascença e Renascença Tardia. A Pré-Renascença foi liderada pelo escultor Donatello, o arquiteto Filippo Brunelleschi, e o pintor Masaccio. Eles iniciaram o movimento das fundações de forma que o desenvolvimento e progresso fossem integrais, viabilizando a evolução e sobrevivência das artes. Buscavam sua inspiração na antiguidade, criando figuras realísticas que retratavam personalidades e comportamento.

O termo Pré-Renascença abrange a grande parte da arte do século XV. A Alta Renascença buscou criar um estilo generalizado de arte focada no drama, presença física e equilíbrio. Os maiores artistas desse período foram Leonardo Da Vinci, Donato Bramante, Michelangelo, Raphael e Ticiano. Foi um período de duração curta, entre 1495 e 1520. O Renascimento Tardio surgiu na época do saque de Roma em 1527, forçando artistas a se mudarem para outros centros artísticos na Itália, França e Espanha. Durante esse tempo, os sentimentos anti-clássicos começara a emergir, desenvolvimento, eventualmente, o movimento Maneirista.

Seguindo o espírito humanista do período, a arte tornou-se mais laica em suas temáticas, buscando motivos na mitologia clássica em adição aos temas cristãos. Este gênero de arte costuma ser chamado de classicismo renascentista. Os três mais influentes artistas renascentistas são Leonardo da Vinci, Michelangelo Buonarroti e Rafael Sanzio, pertencentes à Renascença italiana
.
Por todo o período da Renascença, artistas começaram a experimentar as pinturas à base de óleo, misturando pigmentos em pó com sementes de linho. O demorado tempo de secagem desse método permitiu aos pintores retocar seus trabalhos por vários meses. Perspectiva e atenção à luz se tornaram importantes para os artistas, assim como a precisão arquitetônica nos planos de fundo.

Se focaram nas leis da proporção para a arquitetura, usando as novas técnicas de perspectiva (recém-redescoberta e bastante desenvolvida) representando mais autenticamente as três dimensões, corpo humano e espaço. A manipulação da luz e sombra, como o contraste de tom evidente nos trabalhos de Ticciano, foi aprimorada com as técnicas do chiaroscuro e do sfummato desenvolvidas por Leonardo da Vinci. Os escultores, também, redescobriram muitas técnicas antigas como o contrapposto.

Os temas mais populares incluíam os personagens bíblicos e elementos da mitologia Grega e Romana. A arte do Renascimento pesou sua ênfase na importância da Madonna (Nossa Senhora) na arte. Tirando inspiração da arte Grega e Romana, o artista renascentista também mostrava interesse no corpo humano, particularmente no nu. Tentaram idealizar a forma humana que foi mostrada na perfeição e pureza do físico com expressões e personalidade únicas. Nesse período, a lacuna dividindo os artistas de outros pensadores da criação, tais como os poetas, ensaístas, filósofos e cientistas, começou a diminuir. Todas essas pessoas eram vistas como visionários e começara a compartilhar idéias e aprender uns com os outros.



MOVIMENTO ANTI-RENASCENTISTA OU MANEIRISMO

O Maneirismo ou Anti-Renascimento foi uma fase datada como a transição do Renascimento para o Barroco. Já alguns historiadores preferem ver o Maneirismo não como uma fase mas sim como um estilo de arte, seu início é evidente quando o Renascimento entra em decadência. Já em busca de novas fontes de criação muitos artistas apelam para o aperfeiçoamento de seus traços, uma característica evidente deste estilo, que mais tarde passa para o Barroco. Porém, a Igreja se regenera, e começa a ganhar espaço entre as artes daquele tempo, fazendo com que muitos trabalhos sejam inpirados na Igreja e em Deus, mas mesmo assim, a figura do homem não foi descartada como o centro. Com o fim do Renascimento, muitos artistas e escritores deixam de ser evidentes, pois o maneirismo além de buscar formas perfeitas, tenta com estranhas formas e contrastes representar o mundo, de forma pessimista. Muitas palavras e representações do Anti-Renascimento são feitas por meio de antíteses, paradoxos e metáforas, formas que escondem as representações do real por meio do irreal ou outras caracteríticas.

Devido ao grande sucesso nos séculos XV e XVI, se originou posteriormente ao Anti-Renascimento o movimento Barroco, que se espalhou tardiamente à Europa.

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